
Arquivo: Julho 2008
28/07/2008 GMT 1
27/07/2008 GMT 1
Felicidade
Por procurarmos a felicidade nas escolhas, que fazemos ao longo da nossa vida, é que, quase nunca, a encontramos.
A vida, nem sempre tem de ser feita de escolhas, porque não existe o lado certo para sermos felizes!
Jardim
Lembras-te do jardim, onde, de mão dada, passeavamos os nossos sonhos? Ficou tão vazio sem ti, e a minha alma a vaguear num descampado de sentimentos...
Lá, eu ainda guardo as lágrimas, os sorrisos, todos os ruídos que faziam parte dos nossos momentos, porque, é a ti, que eu quero guardar nesse lugar, onde o frio se instalou e as aves já não voltam.
25/07/2008 GMT 1
Sentir
Gostava de te poder dar a mão, nem que fosse por um segundo e sentir o que os lábios fecham e não dizem... sabes, acho que viver é o mais bonito poema, encontrar rimas apropriadas desvirtualizam o instante.
Hoje, nem sei o que queria, talvez, sair e voar e cantar e correr... chorar e tornar a sorrir... mas o que na verdade eu queria, era sentir, sentir que não estou só.
21/07/2008 GMT 1
Rosas
Minha alma a murmurar segredos, que a sós te digo, tem o perfume das rosas que à noite vem ter comigo.
Sentidos
Minha alma dorida, esvoaça...meu olhar magoado procura ansioso lugares secretos, cantos preferidos, que num tempo passado e venturoso tanto me perturbaram os sentidos.
19/07/2008 GMT 1
Sonhar contigo
Chegarás até mim, há um lugar nos sonhos, para esse encontro, onde o mundo parou as voltas que te levaram para longe mim, e me reencontrarás por inteiro, no aconchego antigo do amor que guardo para ti, agora e sempre.
18/07/2008 GMT 1
Falar de ti

Não sei porquê, mas hoje apetece-me falar de ti, lembrar-me de ti, da tua voz... das surpresas de cada instante que me davas, da relação que me prendia ao céu onde tu eras anjo.
Reflexo da memória

No reflexo do espelho vazio de ti, vem-me à memória o tempo dos nossos momentos, quando partilhávamos a paixao, entre sumos e frutos, que alimentavam os nossos corpos cansados, nos dias sem fim, onde ficávamos a sós no espaço em branco do amor.
17/07/2008 GMT 1
Tu que me ensinas o que é o amor

Lembro-me bem do dia em que, pela primeira vez, vi o Pedro...estava sentada na beira de uma daquelas fontes artificiais, que existem nos centros comerciais, estava ali porque tinha de estar, não tenho por hábito sentar-me em lugares como esses. Foi, então que o vi, o barulho da água, ficou confuso nos meus ouvidos, talvez, porque os meus cinco sentidos se fixaram todos numa imagem, a dele.
Sons
É com eles que me confronto, dia após dia: sons
Ouço, o som de uma maquina de barbear, água a correr, o esfregar frenético de pele, spray... por fim, "até logo", em tom de grito.
Penso, que todos estes sons provêem de uma pessoa, que é o meu marido, mas não posso ter a certeza, porque nunca o chego a ver.
16/07/2008 GMT 1
Ouço a voz...
Ouço a voz dele à distancia de 20m, que é a que separa o meu quarto da sala. Está ao telefone, aliás está sempre ao telefone,já o conheci assim... julgo até que namorávamos nos intervalos. Hoje se quiser falar-lhe, só se lhe telefonar, mesmo se estiver em casa.
Nem sei, para que é que a minha casa é tão grande, se o meu lugar se resume ao quarto, que divido com as recordações de quando ainda sentia a cabeça ligada ao corpo, e podia correr livemente sem paredes nem portas.

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